quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Brancos ocupam 4 vezes mais cargos executivos do que negros, diz Seade

Notícia 2 - Folha de S. Paulo, 19/11/2007. "Brancos ocupam 4 vezes mais cargos executivos do que negros, diz Seade Estudo realizado pela Fundação Seade na região da Grande São Paulo, com base nas informações de outubro de 2006 a setembro de 2007, aponta que os negros e pardos ainda enfrentam dificuldades para ocupar os melhores postos do mercado de trabalho, quando comparado com os chamados não-negros, que incluem brancos e descendentes de asiáticos. Segundo o Seade, a diferença se explica pela exigência das vagas de formação escolar elevada. Ainda segundo a fundação, o desemprego também é maior entre os negros (18,1%) na comparação com os não-negros (13,2%). Os negros correspondem a cerca de 36% da população em idade ativa na Grande São Paulo. Dos negros e pardos empregados, 4,6% ocupam cargos de direção ou planejamento, sendo 2,2% como empresários, direção e gerência e 2,4% em posição de planejamento e organização. Já entre os brancos empregados, 18,4% têm cargos de direção ou planejamento, sendo 8,4% como empresários, direção e gerência e 10% planejamento e organização. Por outro lado, há concentração dos negros em atividades onde os requisitos de qualificação profissional dependem menos da formação escolar do que da experiência no trabalho. Entre os empregados domésticos, 54,9% são negros e pardos e 45,1% são não-negros. Na construção civil os negros representam 49,4% e os não-negros são 50,6%. Entre os empregados em geral, 65,1% são brancos e 34,9% são negros. Para o Seade, no entanto, a atual situação dos negros no mercado de trabalho da região Metropolitana de São Paulo, ainda que desfavorável, não se mostra tão precária quanto foi no passado. "Atualmente, a universalização do ensino fundamental e o maior acesso aos níveis médio e superior de ensino por toda a população permitem supor que as diferenças, ainda importantes entre as oportunidades para negros e não-negros ingressarem e progredirem em sua vida profissional, possam ser superadas", afirma o estudo." Disponível no link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u346752.shtml

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